Redação científica

outubro 17th, 2011 by melissa

Um site que dá acesso a artigos, dicas e reflexões sobre redação de artigos científicos foi lançado pelo zoólogo Gilson Volpato, autor de sete livros sobre o tema e professor do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O endereço www.gilsonvolpato.com.br compreende as seções Ciência, Redação Científica, Publicação Científica, Ética e Moral na Ciência, Sociedade, Administração e Educação. Em cada uma delas há uma lista de livros relacionados ao assunto, artigos, uma série de links para textos externos – com comentários o autor – além de dicas. Também haverá acesso às aulas on-line do curso Bases Teóricas para Redação Científica, apresentado por Volpato na Unesp. “Por enquanto há 19 aulas disponíveis, mas todo o material já foi gravado. Em breve todas as 44 aulas estarão no ar”, disse o professor.

Fonte: Revista FAPESP Online

Os desafios e obstáculos da pós-graduação no Brasil

outubro 13th, 2011 by melissa

No 10º encontro da série Debate FINEP, nesta terça-feira, 11/10, os pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação Hélio Leães Hey, da Universidade Federal de Santa Maria, e Danilo Giroldo, da FURG (Fundação Universidade Federal do Rio Grande), apresentaram estudo que mostra a distribuição geográfica da pós-graduação e suas relações com indicadores sócioeconômicos no Brasil. O ponto alto foi o desenvolvimento de um mapa dividido por 137 mesorregiões – agrupamentos de municípios. O mapa é uma evolução da versão criada pela Capes, dividida pelas 27 unidades federativas e, até então, utilizada como referência no Plano Nacional de Pós Graduação (PNPG).

Desta forma, a assimetria constatada na distribuição regional dos cursos de pós-graduação e doutores foi identificada dentro dos próprios estados. Se antes as regiões Sul e Sudeste eram consideradas as mais ativas academicamente, o estudo aponta que nelas e em todos os outros estados há lacunas. Ou seja, existe concentração de cursos e doutores nas áreas metropolitanas brasileiras, e não nas regiões mais desenvolvidas do país.

Logo, investir nas regiões Norte ou Nordeste, por exemplo, sem levar em conta estes vazios pode acabar indo contra o objetivo de reduzir o desnível acadêmico dentro das unidades federativas. “Políticas de alocação de recursos generalizados tendem a aumentar a concentração nos centros de excelência das regiões metropolitanas”, disse Giroldo. Uma das conseqüências disto é a dificuldade em utilizar a pós-graduação como ferramenta de transformação da realidade sócioeconômica do país. “O mapa da Pós-graduação mudou. Hoje o país está em 13º lugar na geração de conhecimento e formamos milhares de doutores a mais do que há 10 anos. O mapa da fome, no entanto, continua o mesmo. Embora a gente espere que a pós-graduação ajude a mudar a nossa realidade, isto não está acontecendo. E temos que pensar no porquê disso”, apontou Leães.

Além disso, há uma disponibilidade maior de doutores do que de cursos em nosso território. Apenas 24% das mesorregiões contam com nenhum ou apenas um doutor, enquanto 45,3% estão desprovidas de cursos de formação. Ou seja, a falta de estrutura é mais determinante do que a falta de recursos humanos.

De acordo com os pró-reitores, o desafio é investir na educação de base e promover uma expansão da Pós de acordo com a vocação e o potencial de cada mesorregião. Investir na formação de doutores nestes locais também é fundamental. “É muito difícil fazer com que um pesquisador saia do Sudeste para o Nordeste, por exemplo, e quando isso ocorre, o profissional fica no local por pouquíssimo tempo”, disse Giroldo. Ainda de acordo com eles, o valor das bolsas para cada área do conhecimento deveria ser redimensionado. “As bolsas oferecidas pelo governo para doutorandos em Tecnologia da Informação não são nem um pouco atrativas quando comparadas ao salário oferecido no mercado produtivo – e até mesmo no exterior”, ressaltou Leães.

Os pró-reitores lembraram alguns programas de governo que contemplam melhorias no ensino superior, como o REUNI e o Ciência Sem Fronteiras. “Mas tudo é decidido dentro de gabinete e sem a presença de quem vive o dia a dia da universidade. Com este estudo, estamos tentando nos inserir neste processo”, concluiu Giroldo.

O estudo foi realizado durante o ano de 2010 e, segundo os pró-reitores, a ideia surgiu durante a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), onde era constante a discussão sobre a heterogeneidade dos estados em relação à distribuição de cursos de pós e doutores. Eles tiveram apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do Colégio de Pró-reitores de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação das Ifes (Copropi).

Fonte: FINEP

Antonio Anastasia tem primeiros encontros comerciais na Índia

outubro 11th, 2011 by melissa

O governador Antonio Anastasia iniciou nesta segunda-feira, dia 10, sua agenda oficial em Mumbai, capital comercial da Índia. O primeiro compromisso do governador na Ásia foi uma reunião no Exim Bank (Export-Import Bank of India), principal instituição financeira de promoção à exportação e importação do país.

Anastasia assistiu a uma apresentação de dados da economia indiana, com os números do comércio bilateral entre os dois países, além de informações sobre empresas indianas no Brasil. Durante a palestra, foram demonstrados também os principais produtos do comércio externo indiano e analisadas as áreas potenciais de incremento de negócios entre Brasil e Índia – mineral, energia, agronegócio.

“As potencialidades e afinidades são muitas e buscaremos aproveitá-las da melhor maneira. O Exim Bank já desenvolve parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e nosso propósito é estreitar as relações envolvendo o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para estimular empresas brasileiras e mineiras que queiram fazer negócios na Índia e aquelas empresas indianas que queiram levar para Minas Gerais seus negócios”, afirmou o governador.

Na reunião, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, destacou o crescimento econômico do Estado nos últimos anos e a intenção de diversificar e agregar valores aos produtos, como um dos fatores de atração para investimentos indianos no país.

Prabhakar Dalal, diretor executivo do Exim, ressaltou o crescimento similar entre o Brasil e a Índia e reafirmou que o desenvolvimento de setores similares pode ser um grande estímulo para que o banco desenvolva linhas de financiamento para investimentos no Brasil. “A partir desse encontro as portas estão abertas para trabalharmos juntos e levarmos adiante as propostas de negócios”, disse Dalal.

Grupo Tata

À tarde, acompanhado pela comitiva empresarial, o governador visitou a sede do Tata Group, maior conglomerado empresarial da Índia, com cerca de 400 mil empregados e atuação em diversas áreas como de automóveis, tecnologia da informação, consultoria de serviços, energia e química.

Recebido pela diretora de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios, Janaki Chaudhry, o governador percorreu um showroom demonstrativo dos números e setores de atividade da empresa e conheceu o Tata Nano, carro popular produzido pelo grupo.

Janaki Chaudry afirmou que o Brasil é um mercado chave para o grupo e que as reuniões com empresários mineiros poderiam dar bons resultados para que os negócios com Minas Gerais prosperem.

Também participaram da reunião a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, o Cônsul Geral do Brasil em Mumbai, Josal Luiz Pellegrino, o Cônsul Honorário da Índia em Minas Gerais, Élson Gomes, além de vários empresários mineiros.

Fonte: Agência Minas

Lei para proteger florestas não é exclusividade brasileira, mostra estudo

outubro 11th, 2011 by melissa

Em meio ao acirramento do debate sobre mudanças no Código Florestal, desta vez no Senado, ambientalistas se mobilizam para derrubar um dos argumentos mais usados pelos ruralistas para justificar as flexibilizações na lei: o de que a proteção de florestas é uma anomalia brasileira e que outros países já não estão empenhados na conservação da cobertura vegetal.

Pesquisadores do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do ProForest, ligado à Universidade de Oxford, selecionaram 11 países para mostrar que a legislação florestal também é exigente em outras nações e que os proprietários de terras com floresta estão sujeitos a regras rígidas de conservação.

“Boa parte dos mantras ruralistas se mostrou completa falácia. Faltava desmistificar a ideia de que o Código Florestal é uma jabuticaba, que só existe no Brasil”, comparou o diretor da Campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adário, em referência a um comentário da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Ela disse que a legislação florestal criteriosa é uma exclusividade brasileira, como a frutinha nativa da Mata Atlântica.

O estudo traz informações sobre o percentual de cobertura florestal na Alemanha, China, nos Estados Unidos, na França, Holanda, Índia, Indonésia, no Japão, na Polônia, no Reino Unido e na Suécia.

Com exceção da Indonésia, onde até o ano passado as florestas públicas eram designadas como áreas de conversão para a agricultura, todos os países da lista registram manutenção ou aumento da cobertura vegetal entre 1950 e 2010, o que significa que houve esforços e investimentos para frear as derrubadas e recompor as áreas desmatadas.

“A perda de floresta é uma exceção. A regra hoje é manter e recuperar a cobertura vegetal”, avaliou o pesquisador sênior do Imazon, Adalberto Veríssimo, um dos coordenadores do estudo.

Na França, por exemplo, as florestas cobriam 21% do território do país em 1950 e em 2010 o percentual alcançou 29%. A conversão de qualquer área de mais de 4 hectares de floresta no país requer permissão do governo e só é concedida por razões ambientais.

Os pesquisadores também apontam casos em que o custo político ou econômico de manter a floresta é muito alto, como no Japão, em que a população vive quase confinada em pequenos territórios, mas não há expansão de cidades sobre áreas florestais. O país tem atualmente 69% de cobertura vegetal, e a lei japonesa não permite conversão da floresta, exceto em circunstâncias excepcionais.

Segundo Veríssimo, a trajetória do desmatamento nos países avaliados segue um padrão: as florestas são derrubadas até um ponto de estabilização da cobertura vegetal e, em seguida, começa um processo de recuperação, à medida que eles se desenvolvem. Para o pesquisador, o atual estágio de cobertura vegetal do Brasil, que tem 56% do território com florestas – nativas ou plantadas – , já pode ser considerado o “fundo do poço”, o ponto que determina a mudança de trajetória rumo à recuperação.

“O Brasil está indo ladeira abaixo. E a atual discussão do Código Florestal caminha no sentido de permitir que o país continue nesse sentido. Se o ritmo for mantido, vamos chegar em 2020 com menos de 50% de florestas”, calculou.

Para os autores do estudo, a flexibilização do Código Florestal, como quer parte do setor agrícola representado pela bancada ruralista, poderá colocar o Brasil na contramão da tendência de retomada das florestas e pôr em risco compromissos internacionais assumidos pelo país, como a redução de emissões de gases de efeito estufa em até 38,9% até 2020. “O Brasil não fechará essa conta se não decidir o que quer fazer com as florestas. E manutenção de floresta é sempre uma opção política”, ponderou Veríssimo.

O declínio na proteção de áreas de Preservação Permanente (APPs) e a redução dos percentuais de reserva legal, como defendem os ruralistas, também acarretariam prejuízos econômicos, segundo Adário, do Greenpeace. “A aprovação de um código permissivo pode prejudicar o Brasil no mercado internacional. O mundo de hoje não é o mundo pré-industrial. As decisões têm implicações globais. A proteção das florestas é também uma proteção de mercado”, comparou.

Fonte: Agência Brasil - Luana Lourenço

Brasil precisa dobrar investimentos em ciência, tecnologia e inovação

outubro 6th, 2011 by melissa

A ampliação dos recursos destinados pelo governo à ciência, tecnologia e inovação foi a tônica do primeiro dia do Seminário Internacional de Inovação Agropecuária, realizado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

O presidente da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação, Paulo Piau (PMDB-MG), expressou seu descontentamento com o contingenciamento de recursos de ciência e tecnologia e afirmou que o Brasil precisa mais que dobrar os investimentos do setor. Ele afirmou que “os burocratas de nosso País não sabem que um trabalho de pesquisa não pode ter interrupção”.

De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, o Brasil aplica no setor apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Piau foi enfático ao dizer o que considera razoável: “o Brasil aumentar 10% de sua aplicação nos próximos nove anos, para alcançarmos o percentual de 2,5%”. Lembrou, ainda, que os EUA aplicam 2,8% do PIB nessa área e, mesmo em plena crise financeira, contingenciaram recursos de vários setores, menos de ciência e tecnologia.

Código

O debate e a votação, o quanto antes, do Código de Ciência e Tecnologia foram apontados pelo parlamentar como um desafio. Piau manifestou a intenção de que sejam realizadas audiências públicas e trazidas à tona não apenas uma compilação de projetos que estão em tramitação na Câmara, mas as bases estruturantes para que a ciência e a tecnologia não sejam algo temporário, mas sim permanente no País.

O diretor do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Hélcio Campos Botelho, anunciou que MAPA, MDA e Embrapa têm projetos para que parlamentares aloquem recursos do projeto de Lei Orçamentária para pesquisa e inovação.

Sustentabilidade

O diretor da Embrapa, Maurício Lopes, também evidenciou a necessidade de políticas públicas adequadas para o setor. Ao mesmo tempo em que situou os avanços substanciais ao longo das últimas décadas, onde a agricultura brasileira construiu uma das maiores revoluções no globo, disse que agora é preciso “trazer nossa agricultura para o centro da agricultura sustentável, da agricultura verde”.

Para Lopes, o desafio atual é levar tecnologia, informação e capacitação a um grande contingente de pequenos agricultores e aos que fazem a agricultura familiar. “Temos uma agricultura pujante, que se projeta no cenário internacional, que se tornou grande exportadora de alimentos. Mas, temos também muitos agricultores pobres, que vivem à margem do mercado”, afirmou, ao enfatizar que são esses os que precisam de mais suporte.

Na mesma sintonia, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Argileu Martins da Silva, disse que não existe desenvolvimento sem conhecimento. E, a coordenadora de Gestão tecnológica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Eliana Azambuja, ressaltou a necessidade de levar a academia para as empresas.

O seminário conta com o apoio das Frentes Parlamentares da Pesquisa e Inovação e da Assistência Técnica e Extensão Rural. A realização envolve Embrapa, Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa (Consepa) e Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).

Fonte: Embrapa e Agência Câmara de Notícias (adaptado por Melissa Miziara - CIGB)

Illumina lança chip de baixo custo para genotipar bovinos

outubro 3rd, 2011 by melissa

Na semana passada, a Illumina Incorporation, empresa que desenvolve tecnologias para análise genética, anunciou o lançamento do Infinium BovineLD (slow density) Beadchip, um chip de baixa densidade com cerca de 7 mil SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único) para bovino para aplicações como seleção genômica, teste de paternidade e rastreamento. Os usuários deste chip poderão comparar seus dados àqueles gerados em plataformas de maior densidade, ampliando a aplicação das informações genômicas, já que o novo produto é complementar ao Bovine SNP50 e outros chips semelhantes.

De acordo com Tristan Orpin, vice-presidente e chefe do departamento comercial da Illumina, a empresa espera continuar sua colaboração com os líderes da indústria da genômica agropecuária para otimizar ferramentas que ampliem a produção de alimentos. “O chip impactará de maneira benéfica a cadeia através de programas “genomicamente dirigidos” relacionados a produção leiteira, reprodução e saúde animal”, diz Orpin.

O novo chip foi desenvolvido em colaboração com instituições líderes em pesquisas genéticas em bovinos, tais como o Department of Primary Industries Victoria (DPIVic), na Austrália, o National Institute for Agricultural Research (INRA) e o National Association of Livestock & Artificial Insemination Cooperatives (UNCEIA), na França, e o U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service (USDA-ARS), órgão americano.

Planejado para utilização em diversas raças, o Infinium BovineLD (slow density) Beadchip suporta a genotipagem de mais animais do que anteriormente possível, com estimativas de determinar cerca de 98% dos SNPs deste chip no BovineSNP50.

Para mais informações clique aqui.

Fonte: Illumina Inc. (traduzido e adaptado por Melissa Miziara - CIGB)

Governo de Minas lança Polo de Excelência em Inovação Ambiental

setembro 30th, 2011 by melissa

A inovação ambiental tornou-se, em todo o mundo, uma área prioritária para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, tendo em vista o grande potencial de gerar novos negócios com valor agregado, alinhados às demandas da sociedade. Visando este panorama, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), e o Instituto Inhotim lançaram nesta quinta-feira (29), o Polo de Excelência em Inovação Ambiental e o Observatório das Águas Unesco/Inhotim. A iniciativa, considerada inovadora é voltada para o desenvolvimento sustentável do Vetor Sul da Grande BH, tem também a parceria da Agência Nacional de Águas (ANA); Conselho Mundial de Águas; Fundação Cousteau e do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicadas em Águas (Unesco-Hidroex).

O Polo de Excelência em Inovação Ambiental e o Observatório das Águas Unesco/Inhotim deverão desenvolver atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, capacitação de recursos humanos, prestação de serviços especializados (inteligência competitiva, certificação, rastreabilidade e consultorias), implantação de laboratórios, criação de ambientes de negócios com densidade tecnológica e alto valor agregado e programas pertinentes. Durante a solenidade, as instituições assinaram o Termo de Cooperação Técnica, que tem por objeto a integração das competências institucionais necessárias à implantação e ao desenvolvimento sustentável do Polo de Excelência em Inovação Ambiental.

Os Polos de Excelência, programa do Governo de Minas – coordenado pela Sectes, são uma das prioridades do Projeto Estratégico Rede de Inovação Tecnológica (RIT) e tem por objetivo organizar e fortalecer as estruturas geradoras de conhecimento, tecnologias, formação de recursos humanos e prestação de serviços para a promoção do desenvolvimento sustentável de setores estratégicos, nos quais Minas Gerais possua tradição, massa crítica e/ou vantagens competitivas. Já existem em funcionamento os polos de excelência do Café (Lavras), Leite e Derivados (Juiz de Fora), Genética Bovina (Uberaba), Mineral e Metalúrgico (BH e Ouro Preto), Florestas (Viçosa) e Recursos Hídricos (BH).

A área referencial de atuação do Polo de Excelência em Inovação Ambiental localiza-se no chamado Vetor Sul da Grande Belo Horizonte. A região tem na mineração a sua principal atividade econômica associada ao turismo e cultura vinculados às cidades históricas e, nos últimos anos, ao Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto de arte contemporânea no mundo. Esta região possui o principal ativo ambiental da Grande Belo Horizonte, encontrando-se inserida no lado sul da Cadeia do Espinhaço, uma das mais importantes áreas biogeográficas do Brasil.

Fonte: SECTES - adaptado por Melissa Miziara (CIGB)

Governo de Minas inaugura um dos maiores complexos do mundo para educação e pesquisa em águas

setembro 29th, 2011 by melissa

O vice-governador Alberto Pinto Coelho, acompanhado do ministro da Educação, Fernando Haddad, inaugurou, nesta quarta-feira (28), em Frutal, no Triângulo Mineiro, a Cidade das Águas, um dos maiores projetos do mundo voltados para educação e pesquisa em águas. O complexo reunirá instituições estaduais, federais e privadas, nacionais e internacionais, em um mesmo ambiente de convivência e interatividade. Na ocasião, a atriz Cleo Pires foi designada embaixadora das Águas da Unesco.

Participaram da cerimônia os secretários de Estado, Bilac Pinto (Desenvolvimento Regional e Política Urbana) e Narcio Rodrigues (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior); o presidente do Unesco HidroEX, professor Otávio Elísio Alves de Brito; o presidente do Conselho Mundial das Águas, Loic Fauchon; o diretor da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz; e a presidente da Fundação Cousteau, Francine Cousteau; além de deputados estaduais e federais, representantes de instituições de ensino e lideranças locais.

A criação da Cidade das Águas é uma iniciativa conjunta do Governo de Minas com o governo federal, apoiada pela Unesco. Já foram investidos R$ 50 milhões na consolidação do conglomerado, com a previsão de mais R$ 80 milhões nos próximos dois anos, totalizando R$ 130 milhões de investimento dos governos estadual e federal.

Todas as instituições presentes na Cidade das Águas terão como eixo central a gestão, preservação e recuperação das águas, superficiais e subterrâneas. Outro objetivo será a formação de uma nova geração de líderes na gestão da água. Além de atender ao Brasil, a Cidade das Águas tem suas atividades voltadas também para a América Latina e a África de Língua Portuguesa.

Em pronunciamento, o vice-governador Alberto Pinto Coelho ressaltou o papel do Unesco HidroEX para o desenvolvimento sustentável do Estado e do país, por meio da educação.

“Cumpre-se o princípio complementar, o de ‘pensar localmente e agir globalmente’, pois o Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água – Unesco/Hidroex será celeiro de uma nova geração de líderes na gestão da água e difundirá a educação ambiental no Brasil e no mundo”, disse.

Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, ressaltou a parceria com o Governo de Minas, já que a Cidade das Águas é um dos projetos estratégicos do Ministério da Educação. “Essa parceria entre o Governo de Minas e o governo federal é histórica, e nunca foi tão forte como nos últimos anos”, disse.

Condomínio

Durante o evento, o vice-governador autorizou o Unesco HidroEX a se filiar como membro permanente do Conselho Mundial de Águas, sediado em Marselha, França, com o objetivo de fortalecer o compromisso das ações relacionadas à preservação da água.

Alberto Pinto Coelho também anunciou a proposta de criação do primeiro Condomínio Temático de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa e Desenvolvimento, que terá sede na Cidade das águas e reunirá universidades que se dedicarão à pesquisa e projetos relacionados à água: Ufla (Lavras), UFV (Viçosa), Ufop (Ouro Preto), UFMG, UFTM (Triângulo Mineiro), UFU (Uberlândia) e PUC Minas.

Visita às instalações

Alberto Pinto Coelho foi recebido no aeroporto de Frutal pela prefeita Maria Cecília Marchi Borges (Ciça), ao som da Banda Municipal Major Lara. Ele estava acompanhado do ministro da Educação, Fernando Haddad, e do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nárcio Rodrigues. O vice-governador chegou ao auditório da Uemg de Frutal e, após os pronunciamentos, fez uma visita para conhecer as instalações do Unesco HidroEX.

A inauguração marca a entrada em funcionamento da nova sede do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Unesco HidroEX). Ele foi criado em 2009 pelo Governo de Minas, com o objetivo de planejar, coordenar, executar, controlar e avaliar programas e projetos de defesa e preservação do meio ambiente, relativos à gestão das águas e dos recursos hídricos.

Na nova sede do Unesco HidroEX, além da administração, funcionarão três laboratórios, duas salas de reunião, cinco salas para projetos, uma sala multimeios, entre outras dependências. Atualmente, 17 projetos estão sendo executados pelo HidroEX em parcerias com diversas instituições. Juntos, os projetos envolvem recursos de R$ 21 milhões.

Estudo das águas do Triângulo

Durante o evento, também foi anunciada a parceria do Unesco HidroEX com a Sectes, Embrapa, UFV, Unifei (Itajubá), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, UFMG, UFRJ, Copasa e instituições da Alemanha, dentre elas a University of Applied Science Weihenstephan-Triesdorf e a Technische Universität Dresden, para estudos das águas superficiais e subterrâneas do Triângulo Mineiro. O projeto de parceria custará R$ 2,5 milhões, custeados pelas instituições alemãs.

A Cidade das Águas terá unidades avançadas da Agência Nacional de Águas (ANA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Nacional da Água (INA), instituição esta que ainda está sendo criada pelo governo federal. Novas entidades ainda podem participar do projeto.

Espaço Cousteau

A Cidade das Águas vai abrigar o Espaço Cousteau para as águas, projeto a ser desenvolvido pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) em parceria com a HidroEX. Trata-se de moderna estrutura arquitetônica, dentro dos melhores padrões internacionais, para abrigar um amplo espaço de visitação com a exposição das atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Comandante Cousteau pelos rios e mares do mundo, incluindo o material de expedição pela Amazônia.

Fonte: Agência Minas

FMVZ eleva produção de carne para 600 quilos por hectare

setembro 27th, 2011 by melissa

Na pecuária de corte tradicional brasileira, cada hectare (ha) de terra — que equivale a 10 mil metros quadrados (m²) — é usado para a pastagem de um único animal, levando a uma estimativa de produção anual média de carne em torno de 54 quilos (kg)/ha. Porém, neste mesmo espaço, quase do tamanho de um campo de futebol, é possível criar, ao mesmo tempo, 8 animais e ainda assim elevar a produção de carne para 600 Kg/ha ao ano. Essa alta produtividade pode ser encontrada no sistema de pastagens de alta lotação de animais, desenvolvido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, em Pirassununga.

“Essa produção elevada decorre de uma série de fatores que incluem, entre outros, nível alto de adubação da pastagem com nitrogênio e o confinamento do gado durante os meses de inverno. Nesse período de estiagem, o gado recebe uma dieta a base de milho, soja, cana-de-açúcar e ureia a fim de levar a um desempenho máximo dos animais”, explica o professor Luis Felipe Prada e Silva, do Laboratório de Pesquisa de Gado de Corte, do Departamento de Nutrição e Produção Animal (VNP) da FMVZ.

De acordo com o professor, “Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes [ABIEC] indicam que, no Brasil, em 2010, foram produzidas 9,2 milhões de toneladas de carne em equivalentes de carcaça. Se dividirmos este número por 170 milhões de hectares, que é a área de pasto existente no país, chegaremos ao número de produção anual de carne de 54 Kg / ha”, esclarece.

Prada e Silva comenta que, atualmente, a pecuária de corte tradicional, no estado de São Paulo, está deixando de ser atrativa, pois não consegue ser tão competitiva em relação ao cultivo de cana-de-açúcar ou laranja, ou mesmo à pecuária leiteira. “A criação de gado de corte está mudando para o norte do País, em regiões de terras mais baratas e de fronteira. Com isso, há uma intensificação do desmatamento de florestas. Vende-se a madeira de forma a ocupar a área desmatada com pastos destinados a pecuária de corte”, explica o coordenador do Laboratório.

No entanto, como mostram os estudos da FMVZ, é possível sim inverter este quadro. “Nosso objetivo é promover a intensificação da pecuária de corte, tornando possível que um número maior de animais sejam criados numa mesma área, com alta produtividade”, destaca o professor. Os professores Augusto Hauber Gameiro e Angélica Pereira, do VNP, também integram o projeto, além de cerca de 15 pesquisadores, entre mestrandos e doutorandos, que desenvolvem estudos com o grupo.

Uma dessas pesquisas foi desenvolvida pelo pesquisador Rinaldo Rodrigues. Orientado pelo professor Gameiro, Rodrigues realizou, durante o seu mestrado, uma análise econômica da iniciativa implantada no campus de Pirassununga. A conclusão do trabalho é que o sistema de pastagens de alta lotação de animais é competitivo mesmo em regiões de terras mais caras utilizadas para a plantação de laranja e cana-de-açúcar.

Diferenciais

O sistema começou a ser implantado em 2009 numa área de 25 ha do campus de Pirassununga e passou a funcionar plenamente em 2010. A criação, atualmente, conta com 240 animais, de bezerros a animais adultos. A maioria é criada no pasto. Já os machos adultos próximos ao abate (de 16 a 20 meses) ficam em confinamento. “A média nacional para o abate de machos é de 36 a 48 meses”, informa o pesquisador.

No sistema desenvolvido na USP, as fêmeas têm a primeira cria aos 24 meses. No Brasil, isso ocorre, em média, entre os 36 e os 48 meses. A fertilidade também é outro diferencial: na média brasileira, a cada 100 vacas expostas aos touros, entre 50% a 60% ficarão prenhes. No sistema implantado na FMVZ, esse índice é de 90%.

A adubação do pasto é outro ponto importante. “A maioria dos pecuaristas não cultivam o hábito de adubar o pasto. Em nosso sistema, chegamos a utilizar cerca de 300 quilos de nitrogênio por hectare ao ano”, destaca.

Luis Felipe Prada e Silva ressalta que um dos focos do grupo de pesquisa é convencer o governo de que existem formas eficientes de prevenir o desmatamento das florestas do norte do País. “Isso pode ser feito fornecendo crédito para os pecuaristas investirem em suas propriedades a fim de se adaptarem ao sistema de pastagens de alta lotação de animais”, diz. Segundo o professor, o investimento ficaria em torno de R$5 mil por ha para a adaptação da propriedade ao confinamento, manutenção de pastos, cochos, sem contar o valor dos animais. “Nossos estudos indicam que a taxa interna de retorno [lucro] é de 11% ao ano. Vale lembrar que a aplicação na poupança traz um retorno de cerca de 7%.”

Fonte: Agência USP de Notícias - Valéria Dias

Portaria nomeia grupo de trabalho para tratar de plano de capacitação de micro e pequenas empresas

setembro 26th, 2011 by melissa

Na semana passada foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 24 que nomeia os integrantes do grupo de trabalho para elaborar o Plano Nacional de Capacitação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e do Empreendedorismo (PNCA-MPE). O grupo será coordenado pela Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O PNCA-MPE tem como objetivo promover a coordenação e a gestão estratégica das iniciativas de capacitação para empresários do setor; garantir a harmonização dos diversos programas de aperfeiçoamento e capacitação; e possibilitar a ampliação dos investimentos governamentais na formação de empresários. O plano ainda busca oferecer instrumentos fiscais, creditícios e financeiros, além de criar a Agenda Brasil de Apoio à Capacitação e ao Aperfeiçoamento das Micro e Pequenas Empresas.

O grupo de trabalho será integrado por representantes da secretarias de Comércio e Serviços do MDIC; dos ministérios da Educação, da Fazenda, do Trabalho e Emprego, da Ciência e Tecnologia e do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil); da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); do Conselho Federal de Administração (CFA); do Conselho Federal de Contabilidade (CFC); do Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae); da Confederação Nacional da Indústria (CNI); da Confederação Nacional de Serviços (CNS); da Confederação das Associações de Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CONAMPE); DA Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (COMICRO); da Confederação Nacional dos Jovens Empresários e Empreendedores (CONAJE); e da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (FAMPESC).

As atividades do Grupo de Trabalho devem ser iniciadas no prazo máximo de 30 dias. A proposta de regulamentação do PNCA-MPE será apresentada em 120 dias.

Fonte: MDIC